quarta-feira, 22 de novembro de 2017

M A S P - Professores

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Fundação Iberê Camargo

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Exposição Agrocultura do artista Daniel Machado, no Museu de arte de Joinville


Convite: Divulgação


Primeira exposição acontecendo dentro do conceito de Museu Criativo, proposto para o Museu de Arte de Joinville, AGROCULTURA do artista Daniel Machado ressalta uma das faces das singularidades culturais da nossa cidade através da arte como registro e expressão do patrimônio.

Com curadoria de Alena Rizi Marmo Jahn, a exposição apresenta uma cidade que muitos que vivem nela não conhecem e que, através do diálogo proposto na montagem, contribui para compartilhar costumes, festas, saberes e fazeres passados de pai para filho.

Mundialmente os museus estão em transformação, deixando de ser apenas espaços de fruição, salvaguarda e educação, passando a participar ativamente das discussões culturais, sociais e econômicas. Com esta inovação de conceito para o MAJ, a exposição AGROCULTURA traz, além dos projetos educativos convencionais junto a escolas, CEIs, e demais instituições de educação, palestras sobre a importância da arte no registro da identidade cultural de um território, até como salvaguarda de tradições, saberes e fazeres; discussões de como a economia da cultura contribui para o desenvolvimento a partir deste olhar; encontro com universidades para visitação noturna uma vez ao mês seguida de discussão sobre o valor simbólico, social e cultural apresentando na exposição AGROCULTURA; palestra, workshop e oficina experimental com o artista; e, finalmente, o MUSEU INDO PARA O BAIRRO – atenderemos 4 bairros, de preferência áreas de vulnerabilidade social, onde o artista apresentará seu trabalho e o processo que resultou na exposição e o potencial de novas atividades, que podem ser geradas a partir do olhar para a arte como vetor de desenvolvimento.

A exposição AGROCULTURA de Daniel Machado estará aberta para visitação de 02 de dezembro de 2017 a 30 de abril de 2018, no horário das 10h às 16h (de 24 de dezembro a 1º de janeiro o MAJ estará fechado para manutenção).

Para agendamentos de grupos com monitoria ou solicitações adicionais, enviar e-mail para educativomaj@gmail.come aguardar retorno: para associação de bairro, CRAs ou instituição interessada em receber uma das 4 visitações para os bairros, informar número de participantes previstos, local onde será o encontro e sugestão de dia e horário; para grupos universitários interessados na visitação noturna (será organizada apenas uma visitação noturna por mês).

Conheça as obras vencedoras do 7º Prêmio Ibema Gravura

1o. lugar: Igor
Imagens: Divulgação

2o. lugar: Raquel

3o.lugar: Julia



Obras ficarão expostas no Museu da Gravura Cidade de Curitiba

O artista e estudante do Museu da Gravura de Curitiba, Igor Rodacki, foi o grande vencedor do 7º Prêmio Ibema Gravura. Igor ficou em primeiro lugar com a obra “Maquinal Espontânea”. Em segundo lugar está a estudante da Universidade do Estado de MG (UEMG), Raquel Costa Ribeiro com a xilogravura "Única e verdadeira árvore numa plantação de pedras" e Julia Bastos de Souza, do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, conquistou o terceiro lugar com a gravura em metal “Retratos: La Loba”.
Única premiação do Brasil desenvolvida pela iniciativa privada, O Prêmio Ibema Gravura tem o objetivo de incentivar a arte e a utilização das técnicas relacionadas à gravura entre estudantes do Brasil. Fabiana Biriba, coordenadora do prêmio, afirma que, a cada edição, os artistas se mostram mais engajados. “A força, expressividade e ousadia em que são tratados temas atuais, ligados a delicadeza das expressões e traços de uma arte milenar, é envolvente. Estes artistas também contam com o importante e indispensável incentivo de seus professores, universidades e centros de ensino. Juntos, seguimos a missão de revelar novos talentos e colaborar com a propagação da arte.
As obras foram analisadas pelo corpo de jurados composto pela artista plástica e especialista em gravura Uiara Bartira, a artista e professora na Escola de Música e Belas Artes do Paraná – EMBAP, Bernadette Panek e pela coordenadora do Museu da Gravura de Curitiba, Juliana Leonor Kudlinski. Para Bernadette, as obras premiadas nesta edição mostraram, além do cuidado na apresentação, no enquadramento do papel, na limpeza e na qualidade de impressão, um preciosismo técnico e riqueza nas representações. “A escolha sempre nos coloca em uma situação complexa, pois certamente deixamos de fora obras que gostaríamos de premiar, mas ficamos felizes pelo resultado”, conta a artista.
Vernissage no Museu da Gravura Cidade de Curitiba
As 20 obras selecionadas serão apresentadas juntamente com seus autores em uma vernissage, no dia 07 de dezembro que acontecerá no Museu da Gravura da cidade de Curitiba – Solar do Barão. O evento é gratuito e aberto ao público. Na ocasião, serão entregues os prêmios que totalizam R$ 13 mil, além de certificados e menções honrosas aos artistas vencedores.
Para a coordenadora do Museu e jurada do prêmio, Juliana Kudlinski, “é gratificante a oportunidade de conviver, por um momento, com a produção de tantos artistas da gravura que acreditam e desenvolvem seus trabalhos em processos considerados tradicionais. É a capacidade individual que transforma o que já foi visto tantas vezes em obras capazes de instigar”, conclui.

SERVIÇO
Mostra 7º Prêmio Ibema Gravura
7 de dezembro a 25 de fevereiro/2018
Museu da Gravura Cidade de Curitiba - Solar do Barão
Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533, Solar do Barão – Centro
Horário de visita: 9h às 12h e 13h às 18h (3ª a 6ª feira) e 12h às 18h (sábado e domingo
Entrada gratuita

Sobre a Ibema: Gerar valor de maneira sustentável por meio da fabricação e distribuição de produtos que conquistem a preferência dos clientes, contribuindo com iniciativas que favoreçam toda a cadeia, com a dedicação e preocupação de garantir o melhor resultado para a empresa e seus clientes. Esta é a missão da Ibema, fabricante de papelcartão, que permeia a sua atuação com base no conceito de foco do cliente. A empresa, fundada em 1955, é hoje um dos players mais competitivos da América Latina. Sua estrutura é composta por sede administrativa localizada em Curitiba, centro de distribuição direta em Araucária com área útil de 12 mil m2 e fábricas instaladas nos municípios de Turvo, no Paraná, e em Embu das Artes, em São Paulo, que juntas possuem capacidade de produção anual de 140 mil toneladas. Em seu portfólio, estão os melhores produtos, reconhecidos pela qualidade e performance na indústria gráfica. A empresa, que atualmente conta com aproximadamente 880 colaborares, possui unidades certificadas pela ISO 9001, pela ISO 14001 e pelo FSC (Forest Stewardship Council). Para mais informações sobre produtos e serviços, acesse o nosso site, disponível também nos idiomas espanhol e inglês: www.ibema.com.br.


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Balé Teatro Guaíra embarca rumo à Alemanha com grande despedida


Pela primeira vez em sua trajetória, o Balé Teatro Guaíra representa o Paraná em turnê por terras germânicas



(Créd. Cayo Vieira)


O Centro Cultural Teatro Guaíra vive uma fase áurea. No mesmo mês em que o tradicional Teatro de Comédia do Paraná retorna à ativa com direção de Gabriel Vilela em “Hoje é Dia de Rock” e a  Orquestra Sinfônica do Paraná estreia com nova formação dando a largada para uma série de concertos sob a regência do maestro titular Stefan Geige; o Balé Teatro Guaíra, por sua vez, embarca 11 de seus bailarinos para uma circulação inédita por nove cidades alemãs neste domingo (26). A viagem internacional, na verdade, dá sequência a uma série de projetos que a companhia tem colocado em prática.

O ano de 2017 tem dado ao BTG a oportunidade de reforçar uma de suas missões já tão conhecidas: levar a arte paranaense para além das fronteiras da capital e do Estado. A turnê do espetáculo Carmen pelo Nordeste do Brasil no mês de outubro é um exemplo. A montagem foi aclamada na Bienal de Dança do Ceará (em Fortaleza) e no Festival Cena Cumplicidades (no Recife) após estreia em Curitiba com o acompanhamento da Orquestra Sinfônica do Paraná.

Em novembro, foi a vez de o BTG lotar a plateia do Guairão com a apresentação de “Balé Teatro Guaíra dança Wachter, Winkler e Scafati”, espetáculo decorrente do trabalho de três coreógrafos internacionais junto aos bailarinos da companhia por meio do projeto BTG X Alemanha. A montagem abriu as portas para a companhia seguir em turnê por terras germânicas com embarque previsto para este domingo (26). A companhia só havia se apresentado na Europa uma única vez, em 1984, na cidade de Lisboa, com O Grande Circo Místico.

De acordo com Cintia Napoli, diretora do BTG, a companhia encontra-se em um momento de importante representatividade no cenário nacional e há muito o que se comemorar com a viagem deste domingo: “estamos prestes a levar um pouco da nossa história para lugares distantes e retornar com ricas impressões da cultura europeia. Trata-se de um intercâmbio cultural de grande valor, tanto para o Balé Teatro Guaíra, que artisticamente se fortalecerá com esta intensa troca cultural, como para o espectador de forma geral”.

O BTG vai embarcar com 15 pessoas (entre bailarinos e equipe técnica) às 19h45, no Aeroporto Afonso Pena. O projeto BTG X Alemanha é decorrente da parceria entre o Centro Cultural Teatro Guaíra, a Asssociação de Bailarinos e Apoiadores do Balé Teatro Guaíra - ABABTG, o Internationales Solo-Tanz-Theater Festival Stuttgart e a SoloConnection.

Turnê pela Alemanha
Balé Teatro Guaíra dança Wachter, Winkler e Scafati

·                Cidade: Karlsruhe.
Data: 28/11. Local: TANZ Karlsruhe - Staatstheater - Kleines Haus
·                Cidade: Stuttgart.
Data: 29/11. Local: TREFFPUNKT Rotebühlplatz
·                Cidade: Regensburg
Data: 01/12. Local: Regensburger Tanztage –Theater Universität
·                    Cidade: Ulm
Data: 02/12. Local: Theater Ulm - Podium
·                    Cidade: Lindau
Data: 03/12. Local: Theater Lindau
·                    Cidade: München
Data: 5 e 6/12. Local: Schwere Reiter
·                    Cidade: Braunschweig
Data: 08/12. Local: Staatstheater Kleines Haus
·                    Cidade: Heidelberg
Data: 10/12. Local: Hebelhalle
·                    Cidade: Augsburg
Data: 11 e 12/12. Local: Brechtbühne




Mais informações: www.facebook.com/ababtgoficial

Coprodução: ABABTG – Associação de Bailarinos e Apoiadores do Balé Teatro Guaíra, CCTG – Centro Cultural Teatro Guaíra, Internationales Solo-Tanz-Theater e Solo Connection. Lei de Incentivo à Cultura. Realização: Ministério da Cultura, Governo Federal.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Centro Europeu oferece workshop sobre Upcycling

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A atividade vai abordar o processo de criar novas utilidades para produtos descartáveis
 Evitar o desperdício e reduzir o consumo de matéria-prima durante o processo de criação de novos produtos é a essência do Upcycling, conceito que visa transformar resíduos inúteis e descartáveis em novos materiais, colaborando para propagar uma nova forma de consumo. Sempre alinhado as tendências mundiais e atento as mudanças no comportamento de consumo na sociedade, o curso de Design de Moda do Centro Europeu de Curitiba (PR), vai promover, nos próximos dia 08 e 09 de dezembro, um workshop com o tema “Upcycling”.
Destinado a estudantes de moda e demais interessados no segmento, o evento será comandado pela fashion designer Kamila Olstan, criadora do projeto Farrapo Upcycling e Custom. A marca curitibana confecciona peças uma a uma de maneira artesanal e intuitiva criando coleções inteiras com materiais que seriam descartados. Durante a atividade a estilista vai abordar a história e características do upcycling, compartilhar técnicas, expor materiais que podem ser utilizados e apresentar como o conceito é aplicado em suas criações. Os participantes terão a oportunidade de aprender a reutilizar tecidos e objetos de maneira sustentável, criar peças únicas e agregar valor comercial ao que inicialmente iria para o lixo.

O workshop será realizado na sede do Centro Europeu no bairro Batel (Benjamin Lins, 999), no dia 08, das 19h15 às 22h30, e no dia 09, das 09h às 12h15. As inscrições custam R$360 e ser feitas pelo telefone (41) 3233-6669 ou pelo email glaucia@centroeuropeu.com.br. Mais informações no sitewww.centroeuropeu.com.br.

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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Instituto Ling apresenta exposição de Sérvulo Esmeraldo


Sérvulo Esmeraldo - foto: Leonard De Selva

Abertura da mostra PulsationsPulsações - Do arquivo vivo de Sérvulo Esmeraldo acontece no dia 28 de novembro, com palestra do curador Ricardo Resende e da viúva do artista, Dodora Guimarães


De 28 de novembro a 31 de março de 2018, o Instituto Ling apresenta PulsationsPulsações - Do arquivo vivo de Sérvulo Esmeraldo, primeira exposição póstuma do artista cearense, falecido em fevereiro deste ano, pouco antes de completar 88 anos. A exposição mostra uma das trajetórias mais originais da arte brasileira: conhecido por seu rigor geométrico-construtivo, Esmeraldo incursionou pela escultura, a gravura, a ilustração e a pintura, tendo sido um dos pioneiros da arte cinética e autor de obras de geometria e luminosidade singulares. A mostra, com curadoria de Ricardo Resende, traz 84 peças - entre gravuras, matrizes,desenhos, estudos, relevos, maquetes, instalações, documentos e fotografias - que fazem parte do arquivo do IAC - Instituto de Arte Contemporânea (São Paulo/SP). Por ocasião da abertura da exposição, na terça-feira, 28 de novembro, às 19h, o curador Ricardo Resende e Dodora Guimarães - viúva do artista e sua companheira por quase 40 anos -, farão uma conversa aberta com o público sobre a obra de Sérvulo Esmeraldo. A entrada é franca, por ordem de chegada (mais informações no serviço abaixo).
Organizada a partir do arquivo de Sérvulo Esmeraldo - atualmente sob a guarda do IAC -, a exposição compreende a fase em que o artista viveu na França (1957-1980). Este arquivo documental e de acervo de Esmeraldo ficou guardado intacto por cerca de 40 anos no ateliê do artista e amigo argentino Júlio Le Parc, em Paris. O material permite mostrar que, por trás do artista que soube manter o espírito da criança em seu interior, existia um pensador comprometido com a pesquisa das linguagens artísticas. "Os arquivos são fonte inesgotável de informações, de experiências e vivências do processo criativo. Guardam o processo da obra e, com ele, é possível conhecer o pensamento do artista", diz Resende em seu texto curatorial. A mostra no Instituto Ling também tem origem na exposição O Arquivo Vivo de Sérvulo Esmeraldo, realizada em 2014, no IAC.
PulsationsPulsações joga luz sobre o rico processo criativo do artista em seus primeiros anos na França, uma fase de aprendizado, de iniciação nas técnicas da gravura em metal e litografia. Contempla os desenhos e as gravuras em metal que compõem esse período europeu, sob a influência do abstracionismo lírico que vigorava na capital francesa naquele momento, que seria uma resposta à Action Painting nova-iorquina. É acompanhada, ainda, de uma seleção de esculturas e de duas pinturas posteriores a essa fase, quando explorou a topologia das coisas e formas.
"São trabalhos definitivos para a compreensão da importância de sua contribuição para a arte brasileira. O que se vê no arquivo agora exposto é esse mesmo olhar e os mesmos gestos divagantes, que passam por todas as formas de representação artística, principalmente daquelas que não conhecemos. Manchas, ranhuras, rabiscos e linhas, pulsações das quais saem novas formas sobre o papel e sobre o espaço", diz Resende em seu texto curatorial. Para saber mais, acesse o texto curatorial completo aqui: https://goo.gl/6DCAaf
A exposição é organizada pelo Instituto Ling e o IAC - Instituto de Arte Contemporânea de São Paulo, com patrocínio da Crown Embalagens e realização doMinistério da Cultura / Governo Federal

Serviço:
Exposição PulsationsPulsações - Do arquivo vivo de Sérvulo Esmeraldo
Artista: Sérvulo Esmeraldo
Curadoria: Ricardo Resende
Local: Galeria do Instituto Ling

Abertura: 28 de novembro, terça-feira, às 19h
Palestra com o curador Ricardo Resende e Dodora Guimarães, viúva do artista. Local: Auditório. Entrada franca (lugares limitados. Entrada por ordem de chegada, com distribuição de senhas 30min antes do início da palestra)


Período de visitação: De 28 de novembro de 2017 a 31 de março de 2018
Horário: de segunda a sexta, das 10h30min às 22h e sábados, das 10h30min às 20h
Entrada Franca
Agendamento grupos e escolas: solicitações pelo email educativo@institutoling.org.br ou pelo fone (51) 3533-5700
Endereço: Rua João Caetano, 440 | Bairro Três Figueiras | Porto Alegre
Fone: 51 3533-5700 | Email: instituto.ling@institutoling.org.br


Sobre o artista
Sérvulo Esmeraldo nasceu em 27 de fevereiro de 1929 no Crato, Ceará. Na infância morou no Engenho Bebida Nova, propriedade rural da família, produtora de açúcar mascavo, aguardente e rapadura. Ainda criança, fez incursões pela modelagem em barro e pequenos trabalhos tridimensionais em madeira de casca de cajá, onde reproduzia paisagens rurais. Aos 13 anos, criou sua primeira xilogravura, "Homem trabalhando com enxada", impressa na tipografia do jornal A Ação, órgão da diocese.
Em 1950, participou do VI Salão de Abril (Scap) com as pinturas "Marinha", "Noturno" e "Trecho de Rua" e o desenho "Passando a chuva", e foi premiado. Também participou do Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia, com xilogravuras e ganhou o Prêmio de Aquisição. Aos 28 anos, fez sua primeira individual, "30 gravuras de Sérvulo Esmeraldo", no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1959, participou da V Bienal Internacional de São Paulo com gravuras.
Na década de 60, ganhou uma bolsa de estudos do governo francês para estudar em Paris, na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts. Nessa época, passou a morar em Neuilly-Plaisance - onde viveu por quase 20 anos - e conheceu artistas como o argentino Julio Le Parc e o venezuelano Jesús Rafael Soto, que então davam os primeiros passos na chamada arte cinética. Deixou de se dedicar exclusivamente à gravura e passou a experimentar outras linguagens como o tridimensional e, claro, a arte cinética. Sua série mais conhecida do período é Excitáveis -- objetos feitos de acrílico, que reagem ao toque do espectador - trabalho que o destacou no cenário da arte cinética internacional.
Na França encontrou o pintor cearense Antônio Bandeira e conviveu com outros nomes de igual relevância para a arte brasileira, como Vicente do Rego Monteiro, Lygia Clark, Sérgio Camargo, Franz Krajcberg, Arthur Luiz Piza, Flávio Shiró e Rossini Perez -- convívio definitivo para sua formação intelectual e estética. Também encontrou o artista russo Serge Poliakoff, que, além de amigo, foi seu colaborador.  Sérvulo estudou gravura no ateliê de Litogravura da École e gravura em metal no ateliê do artista alemão Johnny Friedlaender (1912-1992), mestre e um dos inovadores no uso da cor. Também se deparou com a obra gravada do artista alemão Albrecht Dürer (1471-1528).
Em paralelo, o artista se engajou na luta contra a ditadura no Brasil, tendo atuado no grupo de resistência América Latina Não Oficial, que ajudava refugiados do regimemilitar.
Em 1976, realizou sua primeira grande escultura pública, "Marco da Construção do Emissário Submarino", em Fortaleza. Em 1983, recebeu o Prêmio Melhor Escultor do Ano e Melhor Expositor do Ano pela ABCA. Em 1986, realizou a memorável exposição "I Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras", no Parque Ecológico do Cocó, em Fortaleza, repetida com grande sucesso em 1991.
Entre muitas exposições realizadas com sua obra nos últimos anos, destacam-se a retrospectiva "Sérvulo Esmeraldo", na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2011, e a individual "Arquivo vivo de Sérvulo Esmeraldo", no Instituto de Arte Contemporânea (SP), em 2014, exposição que deu origem à mostra no Instituto Ling, em Porto Alegre, em 2017.
Sérvulo Esmeraldo faleceu em fevereiro de 2017, em Fortaleza. Criou até o seu último momento de vida, pouco antes de completar 88 anos de idade, deixando um legado dos mais inquietantes da arte brasileira dos séculos XX e XXI.

Sobre o curador
Ricardo Resende, mestre em História da Arte pela ECAUSP, tem carreira centrada na área de museologia e curadoria. De 1988 a 2002, trabalhou no MAC/USP e no MAMSP, nas funções de arte-educador, produtor de exposições, museógrafo, curador assistente e curador de exposições. De 1996 a 2017, foi curador do Projeto Leonilson. De março de 2005 a março de 2007, foi diretor do MAC do Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza. De janeiro de 2009 a junho de 2010, ocupou o cargo de diretor do CAV da Funarte, MinC. De 2010 a 2014, trabalhou como diretor Geral do CCSP. Foi curador da mostra retrospectiva de Sérvulo Esmeraldo na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2011. Desde 2014 é curador do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro.

Ficha técnica
Assistente de Curadoria: Vinícius Marangon
Identidade Visual: Adriana Tazima
Produção Executiva: Laura Cogo
Organização: Instituto Ling e Instituto de Arte Contemporânea
Realização: Ministério da Cultura / Governo Federal
Patrocínio: Crown Embalagens

Sobre o Instituto Ling
Criado e mantido pela família Ling desde 1995, o Instituto Ling é uma instituição sem fins lucrativos voltada para a transformação da sociedade através da educação e da cultura.
O Instituto Ling atua em três segmentos: Educação, Cultura e Saúde. Sua missão é promover o desenvolvimento humano e a evolução da sociedade através da disseminação de diferentes formas do conhecimento, da liberdade de pensamento, da valorização da cultura e da saúde. A abertura de seu Centro Cultural em Porto Alegre, no ano de 2014, ampliou e solidificou a atuação do Instituto, firmando-o como centro de referência na disseminação do conhecimento e do livre- pensar, fomentador da educação de excelência em seus múltiplos formatos e provedor de serviços e produtos culturais diferenciados, com elevado padrão de qualidade e estética.
Na área da saúde, o Instituto Ling estabeleceu parceria com o Hospital Moinhos de Vento, em 2015, para a implantação de um centro de referência no tratamento do câncer em Porto Alegre.
A família Ling, mantenedora do Instituto, é proprietária da "holding company" Évora. O grupo empresarial produz e comercializa latas de alumínio para bebidas, não-tecidos de polipropileno (usados principalmente na produção de descartáveis higiênicos) e tampas plásticas para bebidas e produtos de higiene e beleza.

domingo, 19 de novembro de 2017

Espaço Cultural do Hospital IPO, recebe a exposição “Guarda Me Chuva” de Oswaldo Fontoura Dias

Arte Divulgação
Crédito: Oswaldo Fontoura Dias

Com curadoria de Eloir Jr. e Carla Schwab, o espaço cultural do conceituado Hospital IPO na capital Paranaense, recebe a exposição “Guarda Me Chuva” do artista e design Oswaldo Fontoura Dias.  A mostra faz parte do circuito cultural deste segundo semestre e segue até Fevereiro de 2018.

Detalhe da obra
Crédito: Oswaldo F. Dias


Sobre a exposição:
A arte e o descarte urbano desafiam o sentido de tudo e se relacionam muito bem no século XXI.  Se no passado ambos tinham bem definidos seus significados, em certo momento da era moderna esses conceitos se transformam e o lixo pode virar arte e assim sinaliza para novas ideias, alertas e percepções estéticas.

A conscientização em questões de responsabilidade social e sustentabilidade são contextos foco no labore do artista e designer Oswaldo Fontoura Dias, que apresenta na sua recente produção a integração do descarte urbano em assemblage e acrílicas sobre prancha rígida, como uma forma de reflexão e de compreensão do consumo e o destino de embalagens e resíduos gerados pelo ser humano, o qual se defende dos mesmos através do icônico guarda-chuva, um simples objeto que nos bidimensionais de Oswaldo interage com as figurações e tenta abrigá-las de uma enxurrada de resíduos.  Em “Guarda Me Chuva”, o artista enfatiza em seu trabalho um grito de alerta para não sobrecarregarmos a natureza, mas sim devolver ao meio, obras de arte repletas de questionamentos sobre a cultura consumista.

Artista e Designer Oswaldo F. Dias/Crédito: Carla Schwab
Sobre o Artista:
Oswaldo Fontoura Dias é curitibano, graduado em Desenho industrial pela UFPR, tendo freqüentado diversos cursos artísticos em Ateliers, Museus e Centro de Criatividade de Curitiba. Desde 1985 tem participado de mostras individuais, coletivas e salões de arte. Suas obras ilustram livros de arte, agendas e calendários, com acervos no Brasil e no exterior. É mentor de vários projetos relacionados à cultura, destacando o design da araucária iluminada do Palácio Iguaçu. Seu trabalho é citado no dicionário das Artes Plásticas no Paraná, de Adalice Araujo.




Serviço:
Exposição “Guarda Me Chuva” de Oswaldo Fontoura Dias
De 20/11/2017 à 13/02/2018
Horário Livre
Local: Espaço Cultural do Hospital IPO
Endereço: Rua Goiás, 60 - Água Verde
Térreo
41 – 3314-1500
Curitiba-PR

Entrada franca


Detalhe da obra
Crédito: Oswaldo F. Dias

25 anos do Hospital IPO é comemorado com livro artístico bilíngüe

A Diretora do Hospital IPO, Dra. Everlise Chandoha, ladeada pelas artistas coordenadoras do livro, Carla Schwab e Ana Lectícia Mansur.
Crédito: Valterci Santos

Hospital IPO - Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia, comemora seu Jubileu de Prata e lança livro artístico bilíngue em alusão ao seu Espaço Cultural.


Livro "Espaço Cultural"
Crédito: Eloir Jr.

Coordenado por Ana Lectícia Mansur e Carla Schwab com textos de Eloir Jr. e design de Oswaldo Fontoura Dias, o livro homenageia 15 artistas paranaenses que marcaram presença com suas obras no Espaço Cultural.  O evento de lançamento foi realizado na última terça-feira(14) no restaurante La Pasta Gialla do Park Shopping Barigui, com a presença de 50 pessoas, para um jantar comemorativo dos artistas e seus convidados, além de representantes da diretoria do hospital.

Os artistas homenageados
Crédito: Valterci Santos

Os artistas homenageados no livro são: Ana Carolina Garcia de Faria, Ana Lectícia Mansur, Carla Schwab, Cecifrance Aquino, Eduardo Bragança, Eloir Jr., Fernanda Alonso, Katia Velo, Kézia Talisin, Luiz Felix, Marcio Prodocimo, Mônica Pailo, Oswaldo Fontoura Dias, Raquel Frota e Ruth Mara.
ix, Marcio Prodocimo, Mônica Pailo, Oswaldo Fontoura Dias, Raquel Frota e Ruth Mara.


Para a diretora-administrativa do IPO, Everlise Chandoha, apoiar iniciativas que incentivam a cultura é uma das premissas do hospital, e sempre serão bem-vindas. “Ficamos muito honrados de comemorar os 25 anos com um livro que reúne obras de artistas talentosos e que compartilham conosco a importância de se investir em cultura, em difusão do conhecimento e de melhoria do ser humano”, avalia.

Eloir Jr./Crédito: katia Velo
“As exposições proporcionam uma simbiose entre o artista e o espectador, gerando qualidade de vida em comum, o que enaltece um dos propósitos que a arte labuta em alcançar. E nada melhor do que ser apresentada e apreciada num espaço destinado à saúde que ascende à cultura” relata Eloir Jr., curador do Espaço Cultural.
















Brinde com os artistas
Crédito: Valterci Santos

Ana Lectícia Mansur e Carla Schwab com Eloir Jr.
Crédito: Valterci Santos