terça-feira, 15 de maio de 2018

Exposição “A Contribuição Histórica da Mulher Negra no Brasil”, coloca o espaço cultural IPO na 16ª Semana Nacional de Museus do IBRAM


Artistas e suas obras - Crédito: Katia Velo

O Espaço Cultural do Hospital IPO está participando da 16ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) com a realização da exposição coletiva “A Contribuição Histórica da Mulher Negra no Brasil” que reúne obras de 15 artistas plásticos curitibanos, sob a coordenação de Carla Schwab e Eloir Jr. 

A exposição foi aberta oficialmente nesta segunda-feira (14) com a presença dos autores das obras. A iniciativa celebra o Dia Internacional do Museu, que é comemorado no dia 18 de maio.

Divulgação

Segundo os coordenadores da exposição no IPO, a mostra busca resgatar a memória cultural que enriquece há séculos a expressão negra e permanecerá no espaço, com visitação gratuita, até 14 de junho. Ainda de acordo com eles, cada obra conta com um QR Code (endereço eletrônico) com o qual o público poderá obter informações complementares a respeito das obras. “O público poderá interagir com as obras buscando detalhes sobre as personalidades tratadas ou do ato cultural por meio do aparelho celular ou outro dispositivo móvel”, explica Eloir Jr.

Foto montagem divulgação

Obras
Fortes e liberais, artistas e guerreiras, amas de leite, escritoras, ativistas, mães e religiosas, todas as mulheres negras estão sendo muito bem retratadas em diferentes linguagens, técnicas e percepções artísticas de Ana Lectícia Mansur, Ari Vicentini, Bia Ferreira, Carla Schwab, Cecifrance Aquino, Celso Parubocz, EloirJr., Katia Velo, Kezia Talisin, Luciana Martins, Luiz Felix, Marcio Prodocimo, Oswaldo Fontoura Dias, Raquel Frota e Tania Leal.

Transcorridos 130 anos da assinatura da Lei Aurea, ainda observamos níveis de discriminação racial, porém a história nos narra a saga de personagens negras que exemplificam a incansável trajetória em busca de seus objetivos e direitos hoje adquiridos e relevantes para a construção do Brasil. Esta exposição tem como objetivo provocar a reflexão do visitante”, destaca Eloir Jr.

Serviço:
 Exposição “A Contribuição Histórica da Mulher Negra no Brasil”
Data: 13/05 a 14/06/2018 - Horário Livre
Local: Espaço Cultural IPO
Endereço: Rua Goiás, 60 - Água Verde / Térreo
Curitiba-PR

Crédito: Carla Schwab
Sobre o Espaço Cultural IPO 
Fundado há 4 anos, o Espaço Cultural IPO localiza-se na sede principal do Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia em Curitiba-PR e tornou-se uma referência artística, humana, de sociabilização e inclusão social que valoriza a produção artística, procurando humanizar através da arte os que ali trabalham ou vem em busca de saúde.  Em 2017, durante as comemorações dos três anos de fundação do Espaço Cultural, a Instituição que o sedia também comemorou 25 anos, e em alusão a estas datas,  lançou um livro artístico bilingue catalogando os artistas que por lá apresentaram seus trabalhos.


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Espaço Cultural IPO recebe exposição da 16ª Semana Nacional de Museus


Foto montagem - Artistas e suas obras


A Contribuição Histórica da Mulher Negra no Brasil

Dentro da 16ª edição da Semana Nacional de Museus, promovida pelo IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus), 15 artistas curitibanos, coordenados pelos artistas visuais Carla Schwab e Eloir Jr., apresentam a exposição coletiva ”A Contribuição Histórica da Mulher Negra no Brasil”, no Espaço Cultural IPO. 

Divulgação

A mostra busca resgatar esta memória cultural que enriquece há séculos a expressão negra, e será inaugurada durante a semana de museus, celebrando o dia internacional do Museu em 18/05, permanecendo por 30 dias. 

Dentro do tema sugerido, a hiperconexão, acontecerá através do próprio público que irá interagir com as obras, obtendo informações através de QR Code que estarão disponíveis em cada trabalho apresentado, informando um breve relato histórico da personalidade ou ato cultural, gerando assim novos públicos , pois de imediato, tais informações serão compartilhadas a partir de um telefone celular ou qualquer outro dispositivo móvel, alcançando através do mesmo, um grande número de visitantes virtuais.

Obras - Foto montagem

Sobre as obras em exposição:
Transcorridos 130 anos da assinatura da Lei Aurea, ainda observamos alguma discriminação quanto a raça, porém a história nos narra a saga de personalidades negras que exempleficam a incansável trajetória em busca de seus objetivos e direitos, hoje adquiridos e relevantes para a construção do Brasil.
Fortes e liberais, artistas e guerreiras, amas de leite, escritoras, ativistas, mães e religiosas, todas negras, todas mulheres, capazes como quaisquer outras de seu gênero, e que conquistaram seu espaço através de ações e atitudes que marcaram a história nacional são muito bem retratadas em diferentes linguagens, técnicas e percepções artísticas pelo grupo de artistas.

Artistas participantes: Ana Lectícia Mansur, Ari Vicentini, Bia Ferreira, Carla Schwab, Cecifrance Aquino, Celso Parubocz, EloirJr., Katia Velo, Kezia Talisin, Luciana Martins, Luiz Felix, Marcio Prodocimo, Oswaldo Fontoura Dias, Raquel Frota e Tania Leal.


Foto: Divulgação
Sobre o Espaço Cultural IPO:
Fundado há 4 anos, o Espaço Cultural IPO localiza-se na sede principal do Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia em Curitiba-PR, e tornou-se uma referência artística, humana, de sociabilização e inclusão social que valoriza a produção artística, procurando humanizar através da arte os que ali trabalham ou vem em busca de saúde. Em 2017, durante as comemorações dos 03 anos de fundação do Espaço Cultural, a Instituição que o sedia também comemorou 25 anos, e em alusão a estas datas, lançou um livro artístico bilingue catalogando os artistas que por lá apresentaram seus trabalhos.

Serviço:
Exposição “A Contribuição Histórica da Mulher Negra no Brasil”
De: 13/05 a 14/06/2018 
Horário Livre
Local: Espaço Cultural IPO
Endereço: Rua Goiás, 60 - Água Verde
Térreo
41 – 3314-1500
Curitiba-PR
Entrada franca

sábado, 5 de maio de 2018

A CONTRIBUIÇÃO HISTÓRICA DA MULHER NEGRA NO BRASIL - 16ª Semana Nacional de Museus - Artistas e suas obras


Logo divulgação

16ª SEMANA NACIONAL DE MUSEUS
Promovida pelo IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus)
Quinze artistas curitibanos, coordenados pelos artistas visuais Eloir Jr. e Carla Schwab, apresentam a exposição coletiva ”A CONTRIBUIÇÃO HISTÓRICA DA MULHER NEGRA NO BRASIL”, no Espaço Cultural IPO. A mostra busca resgatar esta memória cultural que enriquece há séculos a expressão negra.
Conheça os artistas participantes e o conceito de suas obras:


Nossa Senhora Aparecida” - Obra da artista Ana Lectícia Mansur – Trabalho em acrílica sobre tela, com dimensão: 80x60cm, ano 2018.
Entre aguadas e camadas de tintas que compõem um fundo absoluto e contemporâneo, a artista faz surgir a padroeira da fé brasileira na mais privilegiada das linguagens artísticas, a arte naïf. Nossa Senhora Aparecida, a mãe negra do Brasil vestida em túnica exclusivamente criada pela artista na cor vermelha, é devocionalmente agraciada na obra de Ana Lectícia Mansur, cujo trabalho artístico culmina com o tricentenário do encontro da imagem pelos pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves.


A Benzedeira” - Obra do Artista e caricaturista Ari Vicentini - Trabalho em acrílica sobre tela, com dimensão: 80x60cm, ano 2018.

A obra retrata uma representante de comunidade afrodescendente do Feixo, na Lapa-PR
Mesmo com o avanço da medicina no século XXI e o surgimento de novas técnicas de tratamento farmacológico, ainda há pessoas que procuram o aconchego e as rezas destas magas das comunidades negras.
A fé e a crença popular munem estas pessoas a procura destas tradicionais mulheres que resistem ao tempo e conseguem manifestar sua divindade através de gestos, ações, conhecimento sobre ervas medicinais, simpatias e a própria oralidade sagrada que é proferida a quem necessita. Há um respeito histórico e popular ao dom recebido e oferecido, e ainda maior de quem vai em busca de uma cura.


ZEZÉ MOTTA-Senhora Liberdade” – Obra da Artista e poeta Bia Ferreira - Trrabalho em óleo e mista sobre tela, com dimensão: 80x60cm, ano 2018.

A obra criada por Bia Ferreira, retrata a grande atriz brasileira Zezé Motta, resgatando na técnica mista e óleo sobre tela, um pouco da trajetória desta importante ícone da teledramaturgia brasileira.
Maria José Motta de Oliveira, conhecida como Zezé Motta, é considerada uma das atrizes mais importantes da Teledramaturgia brasileira. Começou a carreira em 1967, estrelando a peça “Roda-Viva” de Chico Buarque. Em 1969 atuou em “Fígaro, fígaro”, “Arena canta Zumbi” e “A Vida escrachada de Joana Martini e Baby Stompanato”. Em 1974, atuou em “Godspell” e em 1999 participou do filme “Orfeu”. A carreira de cantora teve início em 1971, em casas noturnas paulistas. De 1975 a 1979, lançou três LPs. Nos anos 1980, lançou mais 03 discos. Como cantora destacou-se com a música “Senhora Liberdade”. Ganhou vários prêmios pela atuação no cinema e na televisão, mas seu ápice foi desempenhando o papel de “Chica da Silva”, tanto no cinema, como, mais tarde, na televisão. Além disso, participa esporadicamente de discussões sobre o papel dos negros na teledramaturgia.


Origem” - Obra da artista visual e orientadora de artes Carla Schwab - Trabalho em acrílica sobre tela, com dimensão: 90x80cm, ano 2018.

Tramas e Rendas compõem a assinatura artística da artista e orientadora de Artes Carla Schwab, e dentro deste milenar trabalho manual, a artista faz surgir a identidade negra, a beleza, sutileza e toda a “Origem” de hábitos e costumes de centenas de tribos africanas que influenciaram a cultura brasileira. A policromia rendada por pincéis, evidencia as características de um gigante continente, multifacetado pela riqueza e detalhamento das tramas que emolduram o rosto de impactante beleza negra.


Peito Preto” - Obra da Artista Cecifrance Aquino - Trabalho em acrílica e mista sobre tela, com dimensão: 80x60cm, ano 2018.

A cultura materna europeia estabelecida no Brasil no século XIX, tão pobre de amor e conhecimento, escolhe como modelo ideal utilizar-se de amas africanas, trazidas para amamentar os filhos das damas e cuidar deles. A mãe via a maternidade como um fardo indigno que atrapalhava o que lhe cabia: o bom gerenciamento da casa. Escravas eram vendidas como amas e seus próprios bebês ignorados. Logo o negócio de amas-de-leite tornou-se altamente rentável...E com a abolição logo surgiram as babás... século XX, afrodescendentes, mal pagas, sem vínculo empregatício , doando suas vidas na criação de filhos alheios: escravas contemporâneas? A obra em questão apresenta fotos de Albert Henschel, fotógrafo alemão que se estabeleceu em Pernambuco tornando-se um dos primeiros profissionais da área no século XIX. Entre anúncios em busca de escravas, esta produção, quase uma assemblage, propõe num misto de caos e azulejaria de influência portuguesa (encontrada na época em construções de São Luiz do Maranhão e algumas cidades do Nordeste) resgatar num flash, mais esta injustiça e desvantagem histórica da mulher negra no Brasil.


Drª Vera Lúcia Laranjeira Manoel” - Obra do artista e curador Celso Parubocz - Trabalho em acrílica sobre tela, com dimensão: 80x60cm, ano 2018.

Homenagem a Drª Vera Lúcia Laranjeira Manoel, Advogada da Cidade de Ponta Grossa, responsável pela manutenção do Clube Literário 13 de maio em Ponta Grossa, bem como a preservação da mais antiga Manifestação Cultural de nossa Cidade: O Carnaval. O artista vê
na imagem desta Mulher Guerreira um símbolo de que não podemos deixar a vitimização tomar conta dos nossos jovens, precisamos sim motivá-los a lutar para adquirirem sempre mais qualidade de Vida e um Mundo melhor.


Babuszka Santa Escrava Anastácia” - Obra do artista e curador Eloir Jr. - Trabalho em acrílica sobre tela, com dimensão: 90x60cm, ano 2018.

Dentro de sua assinatura artística, as tradicionais matrioszkas e Babuszkas, o artista retrata um ícone da fé e da cultura afro-brasileira.
Cultuada como santa e heroína, a escrava Anastácia é considerada uma das mais importantes personalidades religiosas negras da história escravista do Brasil. Sua existência foi um combinação de luta com bravura, resistência, doçura, beleza e fé. Em versões populares e antigas escritas ou registros, narram sobre uma bela mulher negra de olhos azuis, que não cedeu aos apelos sexuais de seu senhor e, por isso, foi estuprada e recebeu a mordaça de folha de flandres e a gargantilha de ferro. Anastácia nasceu em 12 de maio de 1740, viveu na Bahia e em Minas Gerais e foi levada ao Rio de Janeiro, sua data e local de morte são incertos, mas sabe-se que seus restos mortais encontram-se na Igreja do Rosário no centro da capital fluminense. A luta de Anastácia contra a escravidão e assédios transformou-se em exemplo e até hoje sua força inspira a fé de milhares de devotos que comemoram seu dia em 12 de maio.


Uma Cabeça Cheia de Cores” - Obra da Artista, Professora e Colunista Katia Velo - Trabalho em acrílica sobre tela, com dimensão: 80x60cm, ano 2018.

"Não sou livre enquanto outra mulher for prisioneira, mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas."Com a frase da escritora americana Audre Lorde, Marielle encerrou o encontro com as mulheres do movimento, Jovens Negras Movendo as Estruturas, um pouco antes de ser assassinada com quatro . O preconceito já traduz a incapacidade de compreender o outro. Preconceito (pré-conceito) opinião, julgamento, análise sem conhecimento. Violência só gera violência, redundante, mas fatídico. Qualquer intervenção em um momento crítico pode ser necessária, mas não resolve o que a motiva. No Brasil, o desemprego, a miséria, a desigualdade social, o descaso com a educação, a falta de oportunidade e a roubalheira sem precedentes dos políticos, nos conduz a um pensamento coletivo do tipo “se eles fazem, por que eu também não posso?”. Não adianta só construir mais presídios, colocar mais policiais (ou soldados) nas ruas, criar mais leis. Você até pode tentar estancar o sangue colocando um torniquete, mas o problema continua e só vai piorar. Os próximos passos: amputação e, consequentemente, morte. Devemos e podemos mudar! Que a justiça, igualdade e oportunidade possam ser a tríade do nosso Brasil! Não importa a cor, cargo, opção sexual, sexo, religião, um crime é um crime! Preconceito é crime! Basta!




Selma Alves” - Obra da Artista Kézia Talisin – Trabalho em acrílica e colagem de papel sobre tela, com de 88x75 cm, ano 2018
A tela "SELMA ALVES" foi inspirada nesta personalidade natural de Nova Esperança-PR, residente em Paranaguá desde 1990, que após a realização na profissão de magistério, foi em busca do sonho de menina negra e pobre - "uma escola cheia de crianças". Há dez anos as primeiras realizações do projeto em meio a inúmeras dificuldades começaram a se concretizar. Hoje, o Colégio atende 450 alunos do maternal ao ensino médio, 42 funcionários efetivos e 10 indiretos. Superando o desafio de aceitar-se e acreditar em si mesma, além do preconceito, racismo e descrédito.


Miss Brasil 2016, Raissa Santana” – Obra da artista e arquiteta Luciana Martins - Trabalho em acrílica sobre tela, com dimensão: 80x60cm, ano 2018.

Em spatulée, entre sutis faturas plásticas e o próprio gestual, evidencia-se um pantone de verdes, onde a artista e arquiteta Luciana Martins, faz surgir a rainha da beleza negra nacional, Raissa Santana, representando o Estado do Paraná, foi eleita a miss Brasil 2016, é escolhida por Luciana, para exaltar o encanto das afrodescendentes que aqui se eternizam.
Raissa Oliveira Santana, nasceu em Itaberaba-BA em 06/07/1995, aos seis anos mudou com sua família para Umuarama no Paraná, onde reside até hoje. Raissa se tornou a segunda mulher negra a ser eleita nacionalmente como Miss, depois de exatos 30 anos da vitória da gaúcha Deise Nunes.


Quarto de Despejo” - Obra do artista Luiz Felix - Trabalho em acrílica sobre tela, com dimensão: 80x60cm, ano 2018.

O gestual contemporaneo do artista, com desenhos de linha, hachuras e aguadas de cor, ilustram a conceituada escritora negra, Carolina Maria de Jesus e sua obra, Quarto de despejo: Diário de uma favela.
Carolina Maria de Jesus (1914/1977) nasceu em uma família extremamente pobre, trabalhou desde muito cedo para auxiliar no sustento da casa. Com isso, acabou não frequentando a escola, além de dois anos. Mudou-se para São Paulo, indo morar na favela, para sustentar a si e seus filhos, tornou-se catadora de papel. Guardava alguns desses papéis, para registrar seu cotidiano na favela, denunciando a realidade excludente em que viviam os negros. Em 1960, foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, que conheceu seus escritos. Assim, ela escreveu o livro Quarto de Despejos, que vendeu mais de 100 mil exemplares.
Tornou-se uma escritora reconhecida, particularmente fora do país, sendo incluída na antologia de escritoras negras, publicada em 1980 pela Randon House, em Nova York. (Fonte: GGN, o Jornal de todos os Brasis)


Black Power” – obra do artista Márcio Prodócimo - Trabalho em acrílica sobre tela, com dimensão: 80x60cm, ano 2018.

Com figuração ímpar e muito própria de sua assinatura artística, Márcio Prodócimo ilustra o seu cenário pictórico da pop art, e nesta linguagem o artista cria a obra que homenageia as mulheres negras da música brasileira.
O poder e a força da madeixa negra cultuada no Brasil a partir da década de 1970, é minuciosamente elaborada em notas musicais.



Escravas do Consumo” - obra do artista e designer Oswaldo Fontoura Dias - Trabalho em acrílica e mista sobre tela, com dimensão: 80x60cm, ano 2018.

A conscientização em questões de responsabilidade social e sustentabilidade são contextos foco no labore do artista e designer Oswaldo Fontoura Dias, que utiliza em suas obras diversos materiais recicláveis. Neste trabalho, o artista integra embalagens cobertas em acrílicas sobre prancha rígida, a figura de uma mulher negra, censurada com um código de barras na face, nos propondo a reflexão do consumo de uma sociedade escravocrata do Brasil colonial.


Todas” – Obra da artista Raquel Frota - Trabalho em acrílica sobre tela, com dimensão: 80x60cm, ano 2018.

De forte impacto gestual e visual, entre camadas de tintas e vestígios pictóricos, a artista Raquel Frota batiza sua obra com signos e nomes próprios de dezessete personalidades negras que contribuíram para a história nacional brasileira. Entre Dandara, rainha dos Palmares e Anastácia ícone da fé, Carolina Maria de Jesus, a escritora, Zeferina e Maria Felipa, Adelina, Marielle entre outras, estão os martírios e as lutas, conquistas e méritos, bem como a expressão cultural e conhecimentos conquistados por estas negras mulheres, dignas Ahosi do reino de Daomé.


Ama de Leite” – Obra da artista Tania Leal - Trabalho em acrílica sobre tela, com dimensão: 80x60cm, ano 2018.

O Universo feminino é o tema pictórico preferido da artista Tania Leal, nele se encontra suas belas figurações, e nesta obra “Ama de Leite”, a artista exalta a doçura, a beleza e o aleitamento materno que as mulheres negras nutriam aos filhos da sociedade branca. Na história da colonização brasileira, os próprios colonizadores europeus, não viam a amamentação em sua cultura, como uma atividade nobre a mulher branca. Recorreram de início as índias que aqui habitavam, e tão logo foram culturalmente rejeitadas, sendo as mulheres negras escravizadas, as mais capazes para amamentarem e cuidarem de seus filhos. E durante este período de colonização, as escravas negras com ou sem filhos, eram comercializadas para este fim.


PANORAMA EXPOSITIVO - ESPAÇO CULTURAL IPO


 






Serviço:
Exposição “A Contribuição Histórica da Mulher Negra no Brasil”
De: 13/05 a 14/06/2018 - Horário Livre
Local: Espaço Cultural IPO
Endereço: Rua Goiás, 60 - Água Verde
Térreo
41 – 3314-1500
Curitiba-PR
Entrada franca

sábado, 21 de abril de 2018

V Prêmio Petrobras de Jornalismo elegerá melhor matéria de Cultura


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Reportagens de imprensa escrita (jornais, revistas e portais de notícias da internet) que falem sobre manifestações culturais e artísticas do país podem ser inscritas no V Prêmio Petrobras de Jornalismo até 31 de maio. O autor da melhor matéria ganhará R$ 20 mil. Valem os trabalhos produzidos no país entre 11 de janeiro de 2017 e 10 de fevereiro de 2018. As inscrições devem ser feitas pelo site www.premiopetrobras.com.br, onde também é possível tirar dúvidas e conhecer os trabalhos premiados nas edições anteriores.

Além da premiação temática, reportagens sobre cultura podem ser inscritas na categoria regional correspondente à sede do veículo onde foi publicada. O mesmo trabalho só pode ser inscrito em uma única categoria e cada jornalista pode inscrever até seis diferentes reportagens. Matérias de televisão e de rádio concorrem em categorias exclusivas.

Em 2017, o vencedor da categoria Cultura foi o repórter Gustavo Werneck e equipe, com a matéria “Travessia – A diversidade no grande sertão de Rosa, Riobaldo e Diadorim”, publicada pelo Estado de Minas. A reportagem homenageou os 60 anos de Grande Sertão: Veredas, obra fundamental de João Guimarães Rosa. O material trouxe relatos das jornadas de vidas e mortes de anônimos Diadorins do sertão mineiro em busca da própria identidade. O trabalho pode ser acessado pelo site do Prêmio: http://www.premiopetrobras.com.br/showPremio.aspx?IdCanal=gzFtiQ7BRur3bagaP5yzkA==
Premiações
No total, a quinta edição do Prêmio Petrobras de Jornalismo reconhecerá as melhores reportagens em 14 categorias, com prêmios entre R$ 10 mil* e R$ 40 mil*, totalizando R$ 265 mil em premiações.

A inscrição de cada trabalho permite que ele concorra automaticamente à categoria especial de Inovação e ao Grande Prêmio Petrobras de Jornalismo, com premiações nos valores de R$25 mil e R$40 mil, respectivamente.
PRÊMIOS - CATEGORIAS ESPECIAIS: (cada trabalho inscrito concorre automaticamente às duas categorias abaixo, portanto, para essas, não há inscrição):

GRANDE PRÊMIO PETROBRAS DE JORNALISMO: para a melhor reportagem, entre todas as inscritas – R$ 40 mil*.

CATEGORIA ESPECIAL – INOVAÇÃO: para o trabalho que se destacar pelo ineditismo de formato, pela técnica empregada, pela abordagem, pelo meio ou pela linguagem. Todas as matérias inscritas concorrem nesta categoria – R$ 25 mil*.
PRÊMIOS – DEMAIS CATEGORIAS:

ECONOMIA: reportagens de jornal/revista e portais de notícias da internet que falem sobre a conjuntura econômica do Brasil – R$ 20 mil*.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA: reportagens de jornal/revista e portais de notícias da internet que falem sobre ciência, tecnologia e inovação – R$ 20 mil*.

SUSTENTABILIDADE: reportagens de jornal/revista e portais de notícias da internet que falem sobre meio ambiente e temas sociais – R$ 20 mil*.

CULTURA: reportagens de jornal/revista e portais de notícias da internet que abordem manifestações culturais e artísticas do país – R$ 20 mil*.

ESPORTE: reportagens de jornal/revista e portais de notícias da internet que falem sobre atividades esportivas profissionais ou amadoras, individuais ou coletivas – R$ 20 mil*.

TELEJORNALISMO: reportagens de emissoras de televisão sobre qualquer um dos temas acima relacionados – R$ 20 mil*.

RADIOJORNALISMO: reportagens de emissoras de rádio sobre qualquer um dos temas relacionados acima – R$ 20 mil*.

FOTOJORNALISMO: coberturas fotográficas sobre qualquer um dos temas acima relacionados que, sozinhas ou como parte integrante das reportagens, foram capazes de transmitir o impacto de cenas do dia a dia ou de acontecimentos marcantes, cumprindo o papel disseminador da informação – R$ 20 mil*.

REGIONAL NORTE/ CENTRO-OESTE: matérias sobre qualquer um dos temas relacionados acima de veículos com sede em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Tocantins, e Distrito Federal – R$ 10 mil*.

REGIONAL NORDESTE: matérias sobre qualquer um dos temas relacionados acima de veículos com sede na Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão – R$ 10 mil*.

REGIONAL RJ-MG-ES: matérias sobre qualquer um dos temas relacionados acima de veículos com sede no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo – R$ 10 mil*.

REGIONAL SP-SUL: matérias sobre qualquer um dos temas relacionados acima de veículos com sede em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – R$ 10 mil*.

*Valor bruto


Brígida Baltar foi a grande vencedora do Prêmio de Arte Marcos Amaro


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Iniciativa foi uma parceria entre a Fundação Marcos Amaro e a SP-Arte
  
A artista plástica Brígida Baltar, da Galeria Nara Roesler, foi a grande vencedora do Prêmio de Arte Marcos Amaro, que aconteceu no dia 12 de abril, durante a SP-Arte. A premiação foi uma parceria entre a Fundação Marcos Amaro e a entidade organizadora do evento e premiou a vencedora com R$ 25 mil reais.

O júri foi composto por Agnaldo Farias, Gilberto Salvador, Lisette Lagnado, Marcos Amaro e Ricardo Resende e exaltou o objetivo das entidades, que é fomentar a produção artística contemporânea.

Para Marcos Amaro, idealizador do prêmio, a ideia é fazer com que a SP-Arte e a Fundação Marcos Amaro cresçam juntas com a valorização dos artistas plásticos. “Nossa ideia é que no próximo ano possamos contar com três categorias de premiação e assim fazer com que mais artistas se destaquem”, explicou o artista.

Sobre a vencedora

Brígida Baltar vive e trabalha no Rio de Janeiro. Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage na mesma cidade. Deu início a sua carreira na década de 90, com pequenos gestos poéticos em sua casa e ateliê. Sua obra frequentemente parte de ações da própria artista, captadas em fotografias ou em curtos filmes silenciosos.

Participou de diversas bienais, entre elas a 25ª Bienal de São Paulo (2002); 17ª Bienal de Cerveira, em Cerveira, Portugal (2013); The Nature of things — Biennial of the Americas, em Denver, EUA (2010); Panorama de Arte Brasileira (Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil (2007) e 5ª Bienal de Havana, em Cuba (1994).

Exposição Pintura Enquanto Processo apresenta obras com variadas abordagens sobre o universo contemporâneo


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Por Emanuelle Spack

O Espaço de Arte Francis Bacon abre a exposição coletiva Pintura Enquanto Processo que resulta da aprimorada produção dos artistas que frequentam as aulas do atelier de pintura do Museu Alfredo Andersen. 21 artistas expõem obras em pintura sobre tela explorando de maneira diferente a representação em sua diversidade de técnicas, processos criativos e linguagens. A mostra fica aberta até o dia 31 de maio, de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 17h, com entrada franca.

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            Com curadoria de Luiz Lavalle Filho a mostra trabalha a arte contemporânea, “o visitante desta exposição terá contato com obras que exploram técnicas, processos e poéticas diferentes relacionados ao universo contemporâneo, portanto, uma diversidade de obras e artistas que estudam a linguagem pictórica”, explica Lavalle.

Andrea Gotti, Andressa Moro, Antenor Ferreira, Carmen Cidral, Franklim Leite, Graciela Scandurra, Ivo Vardanega, karina Itiyama, Kathia Coelho, Leliani Fraga, Liane Mastrinho, Lourdes Duarte, Marafigo, Mario Araújo, Maristela Comparsi, Mara Mello, Marli Thomaz, Nani Silveira, Rocio Torres, Sara Paciornik e Simone Bonse são os artistas do grupo MAA que participam desta exposição. Com características predominantes, cada obra é única em representar quem a pintou. Quando diversas obras são reunidas para representar um único contexto, as singularidades se mesclam mostrando ao público uma infinidade de cores e traços que refletem a precisão de cada artista.

O projeto expositivo a pintura enquanto processo surgiu no início de 2016 como desdobramento do curso de Pintura Avançada orientado por Lavalle. ”Trata-se de apresentar trabalhos de novos artistas que se encontram semanalmente para discussão e análise de suas composições. O resultado são obras que exploram a relação de processos contemporâneos na pintura”, diz Lavalle.

Sobre o curador:
Lavalle é graduado em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas pela FAP. Tem Pós-graduação em Artes Visuais pelo Senac. É professor de pintura e desenho no Museu Alfredo Andersen. Como artista visual, pesquisa as linguagens da pintura, desenho e fotografia.

Serviço
Exposição Pintura Enquanto Processo
Data: de 19 de abril a 31 de maio de 2018.
Local: Espaço de Arte Francis Bacon – Ordem Rosacruz (AMORC)
Endereço: Rua Nicarágua, 2620 - Bacacheri - 82515-260 - Curitiba, Paraná.
Entrada: Franca
Horário: de terça a sexta-feira das 13h30 às 17h.

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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Eloir Jr. ilustra o Selo Comemorativo ao Jubileu do Museu Municipal Cristóforo Colombo


 Crédito: Secretaria de Comunicação de Colombo-PR
Na foto da esquerda para direita, o vereador e presidente da Câmara Municipal Vagner Brandão, o artista Eloir Jr.,  o coordenador do Museu, Fábio Machioski e o Vereador Issa da Paixão. 

Crédito: Secretaria de Comunicação de Colombo-PR
Na foto da esquerda para direita, o aritsta Eloir Jr., Rita Straioto, diretora do departamento de Cultura do município e o coordenador do Museu, Fabio Machioski.

A obra foi feita especialmente para o aniversário do Museu e fará parte do Selo Comemorativo dos 10 anos de sua existência.
No próximo dia 28 de abril, o Museu Municipal Cristóforo Colombo localizado no Parque da Uva em Colombo-PR, completa 10 anos de existência e em comemoração ao seu aniversário, o artista plastico curitibano Eloir Jr. presenteou-o na tarde de terça-feira, 17/04, com uma de suas criações artísticas. 

Obra: Museu Cristóforo Colombo de Eloir Jr.
A obra, criada especialmente para a centenária casa que abriga o Museu, retrata em acrílicas e padrão stencil decorativo sobre tela, a fachada arquitetural com seus tradicionais lambrequins brancos, num cenário de paisagem paranista com araucárias e uma revoada de gralhas azuis, onde sua assinatura artística, as famosas e tradicionais babuszkas, vestidas em trajes típicos italianos e carregando cestas com uvas, remetem não só a colonização italiana local, mas também a polonesa, cujas figurações interagem em primeiro plano na obra e marcam a presença cultural destas etnias, explica o artista.
Esta ponte cultural entre minha cidade natal, Curitiba, com o Município de Colombo, mais a celebração do aniversário do Museu, amalgamam a rotina e agenda cultural dos dois municípios, brindando a todos com muita arte, e coloco ainda que foi um prazer elaborar este trabalho e presenteá-lo ao Museu , pois engrandece o nosso Paraná e fortifica o labore cultural, e não há nada melhor que uma obra de arte ser recebida, hospedada e apreciada em um local próprio a ela”, conclui Eloir Jr.

Segundo o Coordenador do Museu Municipal Cristóforo Colombo, Fábio Luiz Machioski, a obra foi feita especialmente para o aniversário do Museu, fazendo parte das comemorações do jubileu e a partir da imagem será confeccionado o Selo Comemorativo aos 10 anos de sua existência.

Crédito: Secretaria de Comunicação de Colombo-PR

Na foto da esquerda para direita, as artistas Ana Lectícia Mansur, Carla Schwab e Eloir Jr., o coordenador do Museu, Fábio Machioski, o vereador e presidente da Câmara Municipal Vagner Brandão e o Vereador Issa da Paixão. 


O evento de entrega da obra e recepção ao artista, contou com a presença das artistas de Curitiba, Carla Schwab (esposa de Eloir Jr.) e Ana Lecticia Mansur, a mídia municipal, o jornalista Ivan de Colombo e diversas autoridades locais, sendo elas: o vereador e presidente da Câmara Municipal Vagner Brandão, Vereador Issa da Paixão, Rita Straioto, diretora do departamento de Cultura do município, e o Secretário de Comunicação Waldirlei Bueno.

Sobre o artista:
ELOIR JR. -Artista plástico curitibano, pós-graduado pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná e graduado pela Universidade Tuiuti do Paraná, curador e colunista cultural do Sztuka Kuritiba e Revista Paulista Coluna de Arte&Cultura Paranaense.
Expõe profissionalmente seus trabalhos artísticos em mostras individuais, coletivas, e salões de arte desde 1997, obtendo 12 premiações durante este período e suas obras estão em coleções de acervos nacionais, internacionais, livros de arte e cultura, museus e em algumas edições da CasaCor Paraná. Em 2010 representou o Estado do Paraná na cidade francesa de Vaire-Sur-Marne, em 2013 participou de exposição no Carrousel Du Louvre em Paris-France e em 2016 na The New York Public Library. A convite da Embaixada da Ucrânia no Brasil, o artista representou as artes visuais do Paraná durante o 24o. Sarau Chatô em Brasília-DF, que homenageou a Ucrânia e o Paraná em 2017.
Há mais de duas décadas atuando nas artes, é estudioso das etnias européias que imigraram e colonizaram a terra Paranaense, região sul do Brasil, com enfoque principal na cultura eslava da Polônia e Ucrânia, onde não só expressa a pintura sobre a tela, como também o artesanato cultural destes países.

Imagem: Divulgação

Mais sobre o Museu
Localiza-se no Parque Municipal da Uva em Colombo-PR, é uma casa centenária fundada em 1905 e reaberta ao público como Museu em 2008.
Endereço: Rua Marechal Floriano Peixoto, 8771
Colombo-PR
Telefone: 3656-6612
https://www.facebook.com/Museu-Municipal-Crist%C3%B2foro-Colombo-624055641043387/

Crédito: Secretaria de Comunicação de Colombo-PR




Convite


segunda-feira, 2 de abril de 2018

La Rauxa Cafè i Bistrot recebe a exposição “Bailarinas” de Ana Lectícia Mansur



Divulgação

O temático e elegante La Rauxa Cafè i Bistrot no Ahú em Curitiba-PR, inaugurou em 09/03/2018, a exposição individual “Bailarinas” da artista Ana Lectícia Mansur.
Com curadoria de Carla Schwab e da própria artista, a mostra apresenta trabalhos em acrílicas sobre telas de diferentes dimensões, a coletânea traz o universo pictórico da artista através da recente produção “Bailarinas”.

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Emocionada e criativa, Ana Lectícia que domina a linguagem Näif e tem como sua assinatura artística o universo feminino das “gordinhas”, nos conta como criou sua série.


Artista Ana Lectícia Mansur
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Foram meses sonhando com elas..., rodopiando exibidas e colocando em pratica aprendizados nem sempre tão evidentes para uma vida. Entrar em cena, fazer a nossa parte, dar um passo no sentido contrário, trabalhar em grupo, agradecer e saber a hora de parar. "Timing é o segredo da comédia", já disse alguém famoso. Ao desenvolver esta série, procurei focar no encontro e no melhor aproveitamento do tempo, na beleza da dança e na desenvoltura que a vida exige. Os nomes compostos das bailarinas fazem menção a mulheres fortes, determinadas, de bem consigo, autênticas. "Ieda Francisca" veste uniforme de treino e rumo ao fundo abstrato, segue tranquila, segura. "Sonia Regina" mergulha na dança, flutua, mostra a graciosidade dos movimentos, enquanto as "Valentinas" revelam a singularidade de cada mulher no espetáculo da vida. A pintura ressurgiu no meu dia a dia, anos após minha primeira incursão, ainda na adolescência, pela necessidade de extrapolar a vida, de perpetuá-la nas suas emoções, convicções, ideais, sonhos. A pintura é minha forma de sentir, de aprender sobre mim, sobre o mundo e sobre os outros. Presentes em grande parte do meu trabalho, as gordinhas são uma forma de questionar as convenções, trazer à tona os preconceitos. Toda mulher é "gordinha", por mais magra que seja, sempre tem uma insatisfação com o seu corpo. Minha busca é pelas várias expressões do belo. "Beleza põe mesa", abre portas, atrai atenção. E a beleza está também nos olhos de quem a vê”.

Serviço:
Exposição “Bailarinas” de Ana Lectícia Mansur
Local: La Rauxa Cafè i Bistrot
Visitação: 09/03/2018 a 09/05/2018
Das 11h às 19h
Endereço: Rua Eurípedes Garcez do Nascimento, 906 – Ahú
Curitiba-PR
Telefone: 41 3049-6972

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