segunda-feira, 30 de outubro de 2017

110 anos de Frida Kahlo é comemorado com arte em Curitiba!

Imagem: Divulgação

FRIDA KAHLO está deitada numa cama que flutua sobre a cidade de Curitiba. Dela saem fios vermelhos que a conectam com os 12 artistas que integram esta fantástica exposição: Adelina Nishiyama, Alvaro Posselt, Andrea Horn, Birgitte Tümmler, Cecifrance Aquino, Elisabeth Sekulic, Lucy Reina Orquiza, Nani Silveira, Rodney Rauth, Rogério Borges, Sandra Köche e Simone Sgorla.
​Seus olhos criativos flanam pelas ruelas da casa da pequena que cresceu protegida por imensos braços de samambaias, caveiras de papel, cachorros de argila, gansos de gesso, colossos de barros e gatos bípedes em Coyoacán, no México. Numa casa de paredes azuis, cactos íntimos, borboletas garatujadas e pequenos lagos de memórias diluídas.
​As lembranças escorrem pelas mãos dos artistas, em novas interpretações – pictóricas, desenhadas, esculpidas.
Para recriar o universo de Frida é preciso atravessar espelho, o que a acompanhou e refletiu a vida toda, instalado por sua mãe, na cobertura de sua cama selvagem. Alguns outros espelhos podem revelar Frida, só é preciso olhar no ângulo certo. E é isso que estes 12 artistas fazem com maestria.
(Outras telas que ela nunca pintou, permanecem escondidas e intactas, do outro lado do espelho).
​Fora de seus corpos e amarrados à Frida por fios vermelhos, voltam ao México, Paris, Nova Iorque. Durante a viagem, as sobrancelhas crescem, a perna afina, o esqueleto estrala.
​Vivemos, hoje, numa época marcada pela saturada replicação de rostos em selfies e autorretratos de câmeras digitais. Pensar que ela passou toda sua existência tentando se ver, criando autorretratos. E até hoje ainda é possível vê-la (do outro lado espelho, deitada sobre a cama), replicando seus retratos, recriando os mesmos sentimentos, percorrendo novos possíveis caminhos.
​Talvez esta exposição seja uma continuação de seu trabalho, ou façamos isso com ela através dos tempos. Uma história que continuará a ser escrita a distância e em diversas partes do universo.
​Criar para tornar legítimo; palpável. O real só torna-se real quando é desenhado; esculpido; escrito; fotografado.
As faces de Frida flutuam sobre um vasto mar vermelho cádmio que banha as praias dos esqueletos dos encarnados, sob o olhar atento daqueles que já subiram e vivem aqui, em locais mais altos que as pernas dos murais de Diego Rivera.

(Texto de Fabiano Vianna)


EXPOSIÇÃO FRIDA KAHLO 110 ANOS

LOCAL:
Instituto Miguel de Cervantes
Rua Ubaldino do Amaral, 927 - Alto da Rua XV

ABERTURA:
Dia 11/11/2017 (sábado)
Das 14 às 17h

No dia da abertura teremos:
- Degustação de pratos inspirados em Frida, criação da Chef Gabriela Vilar de Carvalho e sua equipe.
- Sorteio de "recuerdos" da exposição desenvolvidas pelos próprios artistas.

ENTRADA GRATUITA

PERÍODO DA EXPOSIÇÃO:
De 13/11/2017 a 16/12/2017
Dias e horários de visitação:
De segunda a sexta das 9 às 19h
Sábado das 9 às 12:30h

ARTISTAS:
Adelina Nishiyama, Alvaro Posselt, Andrea Horn, Birgitte Tümmler, Cecifrance Aquino, Elisabeth Sekulic, Lucy Reina Orquiza, Nani Silveira, Rodney Rauth, Rogério Borges, Sandra Köche e Simone Sgorla

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS:
Betina Müller (locução dos áudios gravados especialmente para a exposição)
Fabiano Vianna (contextualização e apresentação)
Gabriela Vilar de Carvalho (arte gastronômica inspirada em Frida, sua origem e época)

APOIO:
Instituto Miguel de Cervantes
Embaixada da Espanha no Brasil
Quintana Gastronomia

COMUNICAÇÃO VISUAL:
Rogério Borges

CURADORIA:
Birgitte Tümmler e Rodney Rauth

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