terça-feira, 3 de maio de 2022

Exposição Silêncios revela em traços e cores as incertezas que o período de confinamento trouxe às pessoas

 

Crédito: Divulgação

Por Emanuelle Spack

Os últimos dois anos foram diferentes e inconstantes, pois a pandemia trouxe muitas mudanças e circunstâncias incertas para todos nós. Há pessoas que continuaram na ativa incansavelmente e há aquelas que se beneficiaram desse período para estudar, refletir, mudar algo em si, exercer outras atividades que até então não exerciam, e assim por diante. A exposição coletiva Silêncios revela um pouco disso, ela propõem uma reflexão sobre o período de confinamento. Essa produção foi desenvolvida nesses últimos dois anos, momento em que os artistas buscaram na arte o refúgio para passar esse período tão difícil. Ela constituiu-se no lar e traz para o visitante a perspectiva de um olhar contemplativo sobre objetos afetivos ao redor da casa. Está aberta para visitação no Espaço de Arte Francis Bacon até o dia 27 de maio.

Mais de 20 pinturas sobre tela, 10 colagens e uma instalação com mais de 50 desenhos e aquarelas de tamanhos variados compõem o ambiente que tem a curadoria do professor de pintura e desenho do Museu Alfredo Andersen, em Curitiba, Luiz Lavalle. Ele explica que para idealizar essa mostra foram estudados vários artistas contemporâneos que exploram a temática da casa, entre eles o artista curitibano João Paulo de Carvalho, que foi usado como referência nos trabalhos. “A exposição corresponde à produção dos artistas do ateliê do Museu Casa Alfredo Andersen, sob minha orientação no período pandêmico. As produções correspondem a pinturas de médio e pequeno formato, em suma monocromáticas, desenvolvidas a partir de cenas de interiores, em torno da casa e objetos afetivos, retratando a ausência, o silêncio e a transitoriedade do tempo.”

Essa exposição se enquadra no contexto da arte contemporânea porque explora suportes diferentes, além da pintura tradicional, como colagens, desenhos, poesias, anotações e uma instalação coletiva de grandes dimensões. E a mensagem que o grupo de artistas quer transmitir revela muito mais do que os olhos podem ver. “Essas obras refletem o universo pessoal de cada artista, suas incertezas, medos, crenças e também a esperança em dias melhores. A exposição é como um grande diário coletivo aberto e desmembrado, propondo uma visão otimista de mundo, onde o coletivo e a arte são fundamentais para o desenvolvimento humano”, finaliza Lavalle.

Artistas:

Adriana Joaquim

Andrea Gotti

Anna Petraglia

Claudete Farhat

Graciela Scandurra

Graziela Borche

Káthia Coelho

Miriam Saad

Nori Roseira

Regina J. Oleski

Rosângela Soares Pinto

Sissi Kleuser

Sônia M. Romaniuk

Sobre o curador:

Lavalle é graduado em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas pela FAP. Tem pós-graduação em Artes Visuais pelo SENAC. É professor de pintura e desenho no Museu Alfredo Andersen. Como artista visual, pesquisa as linguagens da pintura, desenho e fotografia.

Serviço

Exposição Silêncios

Local: Espaço de Arte Francis Bacon – Ordem Rosacruz (AMORC)

Endereço: Rua Nicarágua, 2620 - Bacacheri - 82515-260 - Curitiba, Paraná.

Entrada: Franca

Data: até 27 de maio de 2022.

Horário: de terça a sexta-feira das 13h30 às 17h. O Espaço não abre nos feriados.




Crédito: Divulgação



Espaço Cultural do Hospital IPO inaugura a exposição Camaleão, do artista Sérgio Pires

 

Créditos: Carla Schwab e Ana Lecticia Mansur


A mais recente produção de Sérgio Pires é livre de regras do passado. Leda, mãe de Helena de Tróia, em nova Ilíada. Botticelli, em “O Renascimento de Vênus”. Os sete, tão antigos quanto a humanidade, pecados capitais. Um artista camaleão – versátil, adaptável e submisso à água – interpreta em aquarela temas e obras clássicas e as apresenta impressas em acrílico, unindo, nesta mostra, tradição e contemporaneidade.

Sérgio cria e aquarela como sente. Suas criações também saem do papel e passeiam por raquetes, mochilas e malas de bordo. A arte produzida hoje, acompanhando nossa forma de pensar, pode incorporar novas ideias, ações e materiais em sua produção.

Sérgio Póvoa Pires é arquiteto e urbanista formado pela Universidade Federal do Paraná. Com especialização em Planejamento Urbano na Alemanha e em Qualidade e Produtividade no Japão, exerce diversos ofícios, entre eles o de professor, consultor e palestrante internacional. Como designer de joias, já foi premiado em vários concursos. Começou sua carreira aos cinco anos, desenhando e pintando. Camaleão, virou aquarelista.

Ana Lecticia Mansur artista plástica e curadora


Serviço:


Artista Sérgio Póvoa Pires

Exposição “Camaleão”

De 28 de abril à 25 de julho de 2022

Curadoria de Ana Lecticia Mansur e Carla Schwab

Espaço Cultural IPO

Rua Goiás, 60 – Água Verde - Curitiba-PR

Térreo

Entrada franca



Créditos: Carla Schwab e Ana Lecticia Mansur





sábado, 2 de abril de 2022

Exposição da Cultura Ucraniana, do artista Eloir Jr., acontece em Pinhais-PR

 


Centro Cultural Wanda dos Santos Mallmann
Pinhais-PR

A tradicional saudação nacional ucraniana, “Slava Ukraini”(Glória à Ucrânia), é tema da exposição cultural e educativa do artista visual curitibano Eloir Jr., promovida pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer de Pinhais-PR, através do departamento de cultura e, acontece no Centro Cultural Wanda dos Santos Mallmann.

Com trabalhos exclusivos que representam a cultura eslava ucraniana, trazida ao Estado do Paraná pelos imigrantes há 130 anos, a coletânea aborda toda a temática cultural e milenar da Ucrânia, reunindo obras atemporais em pinturas sobre telas, as tradicionais pêssankas (que hoje são símbolos do Paraná) e os trajes típicos (gentilmente cedidos como apoio cultural pelo Folclore Ucraniano Barvinok), narrando a fé, a tradição, o folclore e os costumes daquele país. A policromia e o detalhamento presentes nas obras, encenam saudações típicas, como o pão e sal, personagens e danças folclóricas, vivências e as tradicionais babushkas, assinatura artística do artista, em um cenário ambientado com lambrequins, calçadões em petit-pavê, araucárias, pinhões e gralhas azuis, que somatizam a arte paranista de Eloir Jr., e contribuem para o resgate da memória ancestral.

Há uma década o artista leva ao público paulista e paranaense, e em algumas capitais brasileiras, esta peculiar exposição, o que lhe valeu o diploma de Mérito Cultural, conferido pelos organizadores do evento no Estado de São Paulo.

A mostra Slava Ukraini, tem como objetivo, proporcionar conhecimento sobre o povo ucraniano, através da arte.

A importância de uma exposição como esta, é firmar, aproximar e levar informações ao público sobre a história da colonização do nosso país, em especial a Região Sul, onde no Paraná os imigrantes ucranianos se estabeleceram em maior número, e hoje, através de seus descendentes, continuam a colaborar com o crescimento e a cultura do Brasil.”, comenta o artista Eloir Jr.

Segundo Jorge Ribka, Cônsul Honorário da Ucrânia em São Paulo, “a cultura ucraniana sempre foi conhecida pelo artesanato, que inclui, além das famosas pêssankas, bordados, toalhas, xilogravuras e pinturas de bonecas, criando um estilo próprio e único em suas danças e cultura em geral”.


Sobre o artista:

Eloir Jr. é Artista visual curitibano, curador, designer de moda e colunista cultural do Sztuka Kuritiba e Arte&Cultura Paranaense da Revista Paulista, pós-graduado pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná e graduado pela Universidade Tuiuti do Paraná. Expõe profissionalmente há 25 anos em mostras individuais, coletivas e salões de arte, obtendo inúmeras premiações. Suas obras compõem coleções de acervos nacionais e internacionais, museus pelo país, livros de arte e cultura e algumas edições da Casa Cor Paraná. Em 2010 representou o Estado do Paraná na cidade francesa de Vaire-Sur-Marne, em 2013 participou de exposição no Carrousel Du Louvre em Paris-France e em 2016 na The New York Public Library. A convite da Embaixada da Ucrânia no Brasil, em 2017, o artista representou as artes visuais do Paraná no 24º Sarau Chatô em Brasília-DF, que homenageou a Ucrânia e o Paraná, recentemente criou um painel artístico para uma Escola Municipal de Curitiba-PR. É estudioso da cultura eslava da Polônia e Ucrânia, onde não só expressa a pintura sobre tela, como também o artesanato cultural destes países. Seu trabalho resgata a memória cultural trazida pelos imigrantes e, através de sua assinatura artística, as tradicionais babushkas, consegue demonstrar a convivência harmoniosa das etnias que fazem parte de sua terra natal, com os ícones paranaenses como: gralha azul, araucárias e pinhões.

Serviço:

Exposição Slava Ukraini - Cultura Ucraniana

Local: Centro Cultural Wanda dos Santos Mallmann

De: 11 a 29/04/2022 das 8h às 17h

Endereço: Rua 22 de Abril, 305 – Pinhais-PR


Obras em exposição:

PRESENÇA UCRANIANA - Acrílica sobre tela-85x65 cm

1891/2021-Obra em homenagem aos 130 anos da imigração ucraniana em Curitiba-PR. Família, fé, folclore, cultura e tradição, estão presentes nesta obra, da série Ancestralidade eslava.

A saudação ucraniana do Pão e sal.
Este antigo costume tem sobrevivido desde os tempos mais antigos. De acordo com a tradição ucraniana e polonesa, segurando pão e sal, os pais recebem a noiva e o noivo, os anfitriões recebem convidados importantes em suas casas. Também com pão e sal recebem os representantes de outros países no desembarque do avião. Se você tiver a honra de ser recebido desse jeito, deve pegar um pedacinho de pão e mergulhá-lo em sal, com essa atitude o visitante estabelece uma relação de confiança especial com quem o recebe, que através desse gesto, reconhecem a pureza de suas intenções e pensamentos. A dupla de pão e sal não surgiu por acaso: pão de trigo ou de centeio simboliza prosperidade e riqueza, os temperos que às vezes adicionam na receita têm a capacidade de proteger dos espíritos maus.


LAMBRETTIBA - Acrílica sobre tela – 90x70 cm

Em sua lambretta com sidecar, customizada em wycinanki e capacetes também customizados, as babushkas passeiam por cenas curitibanas, entre elas, os postes republicanos e a calçada petit-pavé em papoulas.



THE XV ROAD - Babushkas atravessam na faixa de pedestre pinhão
Acrílica sobre tela – 50x100 cm

Na década de 1990, as ruas que cruzam o tradicional calçadão da Rua XV, no centro de Curitiba-PR, possuíam faixas de pedestres na forma de pinhões, mas duraram pouco tempo, pois não são permitidas pelas normas de trânsito. As babushkas atravessam a faixa de pedestres pinhão, em alusão a The Abbey Road inglesa, cruzada pelos Beatles em 1969.


PASSEIO NA PRIMAVERA - Acrílica sobre tela – 80x60 cm

Em seu velocípede Shakebone Penny Farthing, ou Big Wheel do século XIX, a Babushka celebra a primavera no hemisfério sul, usando o seu colorido e florido vinotchok (grinalda ucraniana com flores e fitas), em um passeio urbano na estação das flores. No cenário, poste republicano e calçada em petit-pavé tulipa.



VAMOS DE TAXI! - Acrílica sobre tela – 40x60 cm

Com seu guarda-chuva em rosácea pinhão, as babushkas decidiram passear de taxi, e acenam para o tradicional fusca taxi laranja, típico de Curitiba e único no país. No cenário há postes republicanos e calçadão petit-pavé.


BABUSHKAS - Acrílica sobre tela – 150x120 cm

Eu uma obra maix bidimensional, a figuração de Babushka é apresentada em sua forma natural. Babushkas são a assinatura artística do artista Eloir Jr.


SELFIE NA XV - Acrílica sobre tela – 85x55 cm

No coração de Curitiba, onde o calçadão da Rua XV encontra com a Ébano Pereira, repousa há décadas o icônico Bondinho, que funciona como turismo cultural e de leitura, mantido pela Fundação Cultural de Curitiba.
No cenário, os antigos postes republicanos coroados por pinhões, ladeiam o antigo Bondinho, que em seu caminho encontram flores e o tradicional calçadão em petit-pavé pinhão, típicos do local e, que firmam a nossa referência cultural paranista. E sob esta perspectiva, a Babushka encontra a cena perfeita para fazer sua selfie com biquinho, usando seu celular.


VINOTCHOK ROSA DA SERENIDADE - Mista sobre tela- 110x90 cm

No interior da Babushka, a moça ucraniana usando seu vinotchok rosa (coroa de flores com fitas), celebra a serenidade, entre pombos e, ampara a gralha azul em sua mão.


ESPÍRITO SANTO PARANAENSE - Acrílica sobre tela – 60x60 cm

A obra expressa a religiosidade de um povo, e está representada pelo Espírito Santo através da gralha azul, ave símbolo do Estado do Paraná, substituindo a tradicional pomba branca. A Gralha segura um pinhão no bico e em seu corpo traz a pintura em nuances azuis de Babushkas, demonstrando a influência da cultura eslava no Paraná. A ave repousa sobre a calçada em petit-pavé pinhão, remetendo a tradicional Rua XV ou Rua das Flores em Curitiba, onde papoulas a emolduram e se traduzem como símbolo da flora eslava estampada em trajes típicos poloneses e ucranianos. Os raios divinos estão representados pelos lambrequins em verde, típico adorno dos beirais das casas em madeira dos imigrantes. A ambientação do último plano contém pinhões das ruas curitibanas e profusão de papoulas.


BABA YAGA ou BABA JAGA - Acrílica sobre tela – 60x50 cm

Velhinha e vovózinha Jadwiga. Ser sobrenatural do folclore eslavo, bastante presente nas culturas Polonesa, Russa, Ucraniana e de todo o leste europeu, talvez seja a mais poderosa e assustadora das bruxas. Voa montada num pilão e vive na floresta em uma cabana com pés de galinha. Com sua vassoura, apaga seus rastros.


SAUDADES DA UCRÂNIA - Acrílica sobre tela – 90x70 cm

A obra retrata uma gigante pêssanka (ovo colorido artisticamente e, símbolo tradicional da Ucrânia e do Estado do Paraná), com pintura de símbolos eslavos e paisagem típica ucraniana do interior do Paraná. Este símbolo repousa em um rushnyk (toalha tradicional ucraniana), e está sutilmente sendo segurado por um casal com trajes típicos ucranianos, num cenário com araucárias, gralhas azuis e pinhões.


BABA/BAPKAS – Chá das vovós - Acrílica sobre tela – 50x40 cm

Em uma tradicional casa eslava, as vovós ucranianas em seus trajes típicos, confraternizam na hora do chá.

FESTA DE IVANA KUPALA - Acrílica sobre tela – 50x40 cm

É a tradicional Festa Ucraniana de São João, celebrando a boa colheita e a fertilidade.



MARENÁ – Dança Folclórica Ucraniana, exclusivamente feminina - Acrílica sobre tela – 40x60 cm

Em Marená, as moças ucranianas apresentam coreografias típicas ucranianas, onde representam as ondas do mar com delicados movimentos e com as suas grinaldas.



SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS E MARIA - Acrílica sobre tela – 50x60 cm

A fé e a religiosidade cristã do povo ucraniano, é cultuada através de ícones pintados.


CHUVITIBA - Acrílica sobre tela – 80x70 cm

Em um dia de muita chuva em Curitiba, as Baushkas passeiam, utilizando seus guarda-chuvas com estampa em petit-pavê pinhão, que formam a tradicional rosácea do calçadão da Rua XV, em Curitiba.



KOROVAI - Acrílica sobre tela – 50x40 cm

O korovai é um dos elementos fundamentais do casamento tradicional ucraniano. O mesmo consiste num grande pão doce, arredondado, que recebe na parte superior adornos feitos com a própria massa, em forma de lua e estrela que são representações do casal. Também podem receber outros adornos como sóis, aves, animais, pinhas, ramos de trigo, flores e frutos. Suas origens são muito antigas e provém das crenças nas propriedades mágicas dos grãos na era pré-cristã. No centro é colocada uma pequena árvore (que nas colônias paranaenses é um pinheirinho – araucária), enfeitada com diversas fitas, cuja simbologia está ligada á vida agrícola, sendo a representação da árvore da vida. A dança do korovai, ao som das “kolomeikas” é um dos principais momentos dos casamentos ucranianos, onde a alegria é contagiante. O korovai é um símbolo do sol e do amor que deve habitar em suas vidas,é uma homenagem aos noivos e uma bênção para o seu casamento. Fonte: Pêssanka Blog



GLOBO DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS E MARIA

Instalação aérea com ícones sacros, rosários, rosas e fitas, representando a fé e a religiosidade ucraniana.



PREVIT - Acrílica sobre tela – 40x60 cm

Previt é uma saudação ucraniana que significa “olá” e “bem vindo”. Na obra, casais com trajes típicos ucranianos, representam a dança Previt com a simbologia do pão e sal.


BABUSHKAS VINOTCHOK em prevenção a Covid-19

Mista sobre madeira-Conjunto com 05 bonecas
conjunto de Babushkas criado em 2014, para a exposição "Minha Natureza", apresentada em diversos espaços culturais, entre eles o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba-PR
A obra, produzida em madeira, colagens de bulas de medicamentos, E.V.A., tintas acrílicas, fitas e verniz, originalmente foi concebida sem a máscara, e diante da pandemia resolvi interferir artisticamente e acrescentar esta proteção, deixando-a contemporânea, no sentido do que estamos vivenciando e, sinalizá-la como arte profilática.


A ESPERA...NÇA - Acrílica sobre tela – 50x40 cm

A obra retrata a babushka com máscara floral, em sua janela com lambrequins, durante a quarentena.



FÉ - Acrílica sobre tela – 50x40 cm

A obra retrata a babushka com máscara floral, em um cenário com santos católicos, expressando expressando a fé com uma vela acesa para a humanidade, durante a quarentena.


CUIDANDO DA BABA / BABCIA - Acrílica sobre tela – 50x40 cm

O trabalho retrata três babushkas, onde a Baba/Babcia(vovó) ao centro é cuidada com atenção pelas netas ou familiares. Enquanto a vovó tricota uma colcha que abraça a família, sua gatinha Dorota dorme em cima do novelo, após brincar. As três usam máscaras, e sinalizam os cuidados que devemos ter com os nossos familiares idosos em tempos de pandemia.



SLAVA UKRAINI

Máscara customizada, cosida a mão e pintada.
Material: Tecido para telas de pintura, linhas de crochê, botões, elástico roliço e tintas acrílicas.
Sobre as máscaras: A peça criada retrata a forte presença da imigração eslava no Estado do Paraná. SLAVA UKRAINI (Eslava Ucrânia), apresenta um casal em traje típico ucraniano, a gralha azul(ave símbolo do Paraná), num cenário de Araucárias e o tradicional calçadão petit-pavê pinhão, onde todos usam máscaras preventivas. O trabalho, sinaliza a importância do uso de máscaras em tempos de pandemia, por todos os povos, e foi criado para participação na exposição Convida Expoart 2020, em Goiânia-GO



CHALHANILKA

Peça customizada, bordada e cosida à mão, criada com inspiração na dança folclórica feminina ucraniana Chalhanilka, realizada pelo Folclore Ucraniano Barvinok-Curitiba-PR, onde as moças com longas tranças, elaboram delicadas coreografias com seus coloridos xales. Devido a pandemia, as dançarinas folclóricas utilizam máscaras.
Obra premiada no Salão da Quarentena. O evento foi realizado pelo CREArte(Centro de Referência e Ensino da Arte), com apoio do Rotary Club Ponta Grossa-PR-Alagados e curadoria de Celso Parubocz.


LEMKO

Casal em trajes típicos da região de Lemko – Ucrânia

Apoio cultural do Grupo Folclórico Ucraniano Barvinok

Lemko é um grupo étnico de ucranianos estabelecidos no noroeste dos Cárpatos, tendo dialeto e cultura únicos. O nome deriva do uso comum de uma expressão idiomática, lem, que significa mas ou somente ou como. No passado, lemko era a descrição dada a esse povo pelos seus vizinhos orientais – os boykos e os hutsuls, que apesar de falar um dialeto similar ao dialeto lemko, não usam a expressão lem. Anteriormente, os lemkos se auto-descreviam como rusiny ou rusnaky. No começo do século XX, muitos, mas não todos os lemkos aceitaram a mudança de nome de sua identidade nacional de rus'/rusyn ou ruteno para o termo mais moderno, ucraniano. Fonte Wikipédia

Descrição dos Trajes Típicos:

Feminino

Avental preto com bolas brancas e fitas coloridas, saia vermelha plissada com aplicação em fitas, anágua branca com filó, colete preto com aplicações e bordados, blusa branca bordada, lenço floral, colar de contas vermelhas e kraika (faixa de cintura).

Masculino

Camisa branca bordada, calça branca bordada, colete preto com aplicações e bordados, chapéu preto e kraika (faixa de cintura).



Mapa da região ucraniana de Lemko






quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Artista Bia Ferreira, ilustra o calendário 2022 da ANAJUSTRA Federal - Cultura e Arte no Judiciário

 

Divulgação

A ANAJUSTRA Federal (Associação Nacional dos Servidores do Judiciário Federal), incentivando e promovendo a cultura nacional, realizou em 2021 um concurso para ilustrar seu anuário para 2022 e, durante uma votação popular em todo o território nacional foram eleitos doze trabalhos artísticos realizados por seus associados, entre eles, a obra “Facetas de Isadora” da artista plástica Bia Ferreira, eleita em primeiro lugar, e que inaugura o calendário: Cultura e Arte no Judiciário. Além desta publicação e reconhecimento nacional, a obra criada por Bia, representou a cidade de Curitiba no IVº Salão de Artes Visuais de Pinhais-PR, e pode ser apreciada no Espaço Cultural do Hospital IPO, em Curitiba, até março 2022, onde compõe sua exposição individual “Facetas”.


Sobre a obra:

Bia Ferreira, trabalha a figura feminina, mostrando potencialidades da imagem por meio de diversos recursos plásticos, como veladuras, e explorando facetas cromáticas da luz e transparências para estabelecer diálogos e passagens entre o que está no primeiro plano e nos subsequentes. É significativo, nesse contexto, que o nome da figura representada seja Isadora, que significa "dada por Ísis" ou "dádiva de Ísis", alusão à a Ísis, a deusa egípcia da maternidade e da fertilidade, cujo nome é a versão grega do nome Ueset ou Aset, que, no Egito, significava originalmente "eu nasci de mim mesma, não venho de ninguém". Nesse aspecto, a arte, quando entendida como uma autonomia criativa, ou seja, uma fértil maternidade, é uma Ísis, pois guarda nela mistérios que lhe são próprios, que se dão no sutil casamento entre as nuanças criativas do sentir e do fazer, da intuição e da técnica.

Oscar D’Ambrosio

Pós-doc em Educação, Arte e História da Cultura,

Ms. em Artes Visuais, jornalista e crítico de arte



Sobre a Artista:

Bia Ferreira é natural de Pelotas-RS, e vive e trabalha em Curitiba-PR. Graduou-se em Arquitetura, Direito com especializações e frequentou a Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Identifica-se com a arte desde a infância, inspirando-se em seu pai ao observá-lo pintar. A figura feminina é o principal tema da artista, que a coloca em evidência pictórica, criando cenários e situações pertencentes ao universo feminino.

Em seu percurso artístico, participa de salões de arte e realiza diversas exposições nos principais espaços culturais do Paraná. Em 2020 fez parte do projeto cultural “Mostra tua arte”, onde teve seus trabalhos projetados nos prédios em Belém do Pará, e em 2022, sua obra “Facetas de Isadora”, irá compor o anuário nacional da ANAJUSTRA Federal, eleita em primeiro lugar.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Curso de Criação de Mandalas com Carla Schwab, no Solar do Rosário

Divulgação

Curso de criação de mandalas com a Artista Visual Carla Schwab

Mandala, a arte milenar das figurações geométricas, coloridas e concêntricas, considerada a representação do ser humano e do universo, será apresentada na forma de pinturas policromáticas desde a sua origem, elaboração, harmonização de cores e ambientação.

Sobre o Curso:

Embasado em orientações de artes visuais, objetiva capacitar a criação de mandalas próprias dentro de uma harmonia e integração de cores a partir da linguagem plástica: ponto e linha, espaço e forma, desenho e pintura, e geometrização, desenvolvendo a percepção visual, concentração, sensibilidade para as cores e instigar o conhecimento de sua personalidade.

Quintas-feiras:

Turma 1 - das 09 às 12h

Turma 2 - das 14h às 17h

Investimento mensal: R$220,00

Curso híbrido, vagas presenciais limitadas

Solicitar lista de material na secretaria.

Carla Schwab é Artista Visual graduada pela UFPel-RS e Professora de Artes em estudos de materiais e técnicas de pintura. Sua série “Rendados” é uma produção atemporal, premiada, com participações em edições da Casa Cor pelo Brasil, Carrousel Du Louvre em Paris, entre outras. Suas obras oferecem teor contemporâneo sustentável, onde a artista utiliza o pincel como se fosse uma agulha de crochê.

www.solardorosario.com.br

41 3225-6232 /98803-8089 / 98803-4634

Rua Lourenço Pinto, 500 – 6º, 7º e 8º and.

Estacionamento no local



Mandalas de Carla Schwab - Divulgação



Oficina de Upcycling e Customização em Moda no Solar do Rosário

 

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Oficina de Upcycling e Customização em Moda

Professor: Eloir Jr. - Artista visual e designer de moda

Uma forma ressignificada, criativa e sustentável de fazer moda!

Upcycling em moda, é a prática de reaproveitar materiais já existentes, como tecidos, aviamentos, roupas e acessórios, desde a desconstrução da peça, até o resultado final em um novo produto. Essa forma de produção fashion, junto com a customização e a identidade visual de cada um, irá criar estilo e personalidade no vestuário, com conceitos: sustentável e urbano.

Turma 1 - segunda-feira, das 14h às 17h

Turma 2 – quarta-feira, das 19h às 21h

Investimento mensal: R$250,00

Oficina presencial - idade mínima 14 anos

Não há a necessidade de saber costurar.

Solicitar lista de material na secretaria.

Profissional da arte e da moda, Eloir Jr. dedica-se há vinte e cinco anos nestes segmentos. Atuou como júri em diversos eventos de moda paranaense, foi um dos participantes/realizadores do Curitiba Fashion Art (primeiro evento que uniu moda, arte e cultura na capital), e sua produção fashion recebeu premiações e esteve presente em conceituados espaços.

Como artista visual, apresenta seu trabalho por todo o país e no exterior, com diversas premiações e publicações em livros de arte e cultura. Sua produção resgata a memória cultural trazida pelos imigrantes poloneses e ucranianos, em harmonia com ícones paranistas: Araucária, pinhão e gralha azul.

www.solardorosario.com.br

41 3225-6232 /98803-8089 / 98803-4634

Rua Lourenço Pinto, 500 – 6º, 7º e 8º and.

Estacionamento no local





Imagens: Divulgação